quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Contação de História no CRIARTE com Fabiano Moraes

Na tarde do dia 14-10-10 o renomado contador de história Fabiano Moraes esteve  abrilhantando a Festa  de Comemoração  pelo Dia das Crianças no CRIARTE – Centro de Educação Infantil/UFES vinculado  ao Centro de Educação da UFES e situado no Campus desta Universidade  em Goiabeiras - Vitória-ES.

Na oportunidade Fabiano Moraes reconhecido e premiado nacional e internacionalmente presenteou a todos os presentes com algumas histórias de seu delicioso repertório como a Novela da Bruxa da Panela e tantas outras mais. O sucesso foi absoluto como era esperado.

Conheça mais sobre a trajetória o Fabiano Moraes e seu trabalho visitando seu   sitte    http://www.fabianomoraes.com.br/

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Compreendendo o conceito de WebQuest

O conceito de webquest foi criado em 1995 pelo professor Bernie Dodge, da universidade estadual da Califórnia, EUA, como proposta metodológica para usar a Internet de forma criativa. Conforme o autor “ Webquest é uma atividade investigativa, em que alguma ou toda a informação com que os alunos interagem provém da Internet.". Ao cria-la, deve se considerar a seguinte estrutura: introdução, tarefa, processo, recursos, avaliação e conclusão.
A Webquest parte de um tema e propõe uma Tarefa, que envolve consultar fontes de informação especialmente selecionadas pelo professor. Pode ser usados como fonte pesquisa ou recursos, livros, vídeos, entrevistas encontrados também nos sites ou páginas da Web.
Bernie Dodge divide a webquest em dois tipos: webquest curta e longa, ligados à duração do projeto e à dimensão de aprendizagem envolvida.

Para maiores informações sobre o tema acessar : http://webquest.sp.senac.br/textos

MÚLTIPLAS LINGUAGENS DE MENINOS MENINAS NO COTIDIANO DA ED.INFANTIL

Márcia Gobbi1mgobbi@
usp.br
Desde que nascem as crianças estão mergulhadas em contextos sociais diversos que lhes
apresentam aromas, sons, cores, formas, texturas, gestos, choros e variadas
manifestações culturais e expressivas que, em profusão, anunciam o mundo.
Sabe-se que a infância é uma construção social e histórica. Neste período da
vida, meninos e meninas são considerados sujeitos históricos e de direitos, o que
constitui formas de estar no mundo manifestas nas relações e práticas diárias por elas
fazem parte diversos, quee neste ato certa seus direitos.
vivenciadas, experimentando a cada instante suas brincadeiras, invenções, fantasias,
desejos que lhes permitem construir sentidos e culturas das quais
permitindo-nos afirmar que são ativos, capazes, com saberes se
manifestam com riqueza demonstrando suas capacidades de compreender e expressar o
mundo.
Crianças brincam individual ou coletivamente experimentam e
descobrem a vida que pulsa em diferentes ritmos a partir das linguagens com as quais
aprendem a relacionar-se com os outros: trata-se da extraordinária capacidade em
provar a vida de modo intenso, com tudo o que isso envolve, tais como, confrontos,
tristezas, alegrias, amizades, tensões. Capazes que as crianças são de materializar suas
idéias, ainda que tantas vezes incompreensíveis aos adultos, os pequenos exibem amplo
interesse sobre todas as coisas, estendendo um amplo espectro que vai das questões
sobre a natureza humana àquelas voltadas para demais aspectos da vida. As idéias das
crianças, quando ouvidas, nos mostram que “um mais um pode ser muito mais que
dois”, como ensinam alguns artistas ou mesmo que é possível formular conhecimentos e
saberes muito além das linguagens verbais ou escritas. Essas crianças altamente capazes
e desejosas de expressar-se utilizam diferentes linguagens, contudo, não são raras as
ocasiões em que encontram resistência às suas manifestações expressivas
(desenhos, pinturas, esculturas, dança), nem sempre compreendidas pelas instituições
pré-escolares ou creches que freqüentam. O espaço da padronização nem sempre
reconhece como direito as expressões das crianças. Afinal, como trabalhar objetivando
garantir as criações de meninos e meninas? Como contrapor-se aos espaços cerceadores
das capacidades criativas das crianças? Como incentivá-las a explorar os ambientes e
expressarem-se com palavras, gestos, danças, desenhos, teatro, música, sem recriminar
os choros e o aparente excesso de movimentos? Há nisso um grande desafio a ser
enfrentado quando se quer construir uma educação infantil de qualidade e que respeite
Sabemos que as crianças expressam-se utilizando várias linguagens, com as
quais constroem a si mesmas e as culturas nas quais estão inseridas levando-as ao
encontro entre palavras, choros, sons, movimentos, traçados, pinturas, todos imbricados
em ricas manifestações, mas que, por vezes, encontra-se enfraquecida no cotidiano
infantil devido à ausência de propostas, que mesmo simples, procurem garantir
processos de criação em que os questionamentos, a busca criativa por diferentes
materiais, o respeito pelo trabalho individual e coletivo, estejam presentes. Cabe aos
adultos, junto com seus pares e as crianças, criarem espaços no cotidiano de creches e
pré-escolas em que as manifestações infantis estejam presentes sendo compreendidas

Leia o artigo  na  íntegra , acesse em  http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15860&Itemid=1096

RÁDIO ESCOLAR - ESCOLA DE EDUCAÇÃO BÁSICA IRMÃ MARIA TERESA



Bastante interessante as discuções postadas em coments do video em http://www.youtube.com/watch?v=hxpm3uTH0rI&feature=related  confiram !!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A RÁDIO NA ESCOLA: UMA PRÁTICA EDUCATIVA EFICAZ

A escola da contemporaneidade deixou de ser o local exclusivo do saber.
Hoje nos deparamos com diversos saberes e conhecimentos, difundidos pelas novas tecnologias da comunicação, que invadem o nosso cotidiano.
Um dos desafios da escola é procurar maneiras mais criativas de interação com as linguagens das mídias no contexto escolar, integrando a cultura tecnológica no espaço educativo, desenvolvendo nos alunos habilidades para utilizar os instrumentos dessa cultura. Deixar de ser somente conteudista e trabalhar
outras linguagens.

A autora Assumpção aborda em seu artigo a relevância da Comunicação e da Educação na sociedade globalizada.
A escola da modernidade não pode mais desconsiderar ou ignorar a onipresença das mídias no cotidiano do educando. Elas se apresentam ao aluno como escola sem paredes porque são atraentes, agradáveis, envolventes, sedutoras e incondicionais, pois nada exigem de seu usuário. Procuram, apenas, seduzi-lo mediante as suas linguagens específicas. Por esta razão, a escola precisa, urgentemente, repensar o seu papel educativo frente às tecnologias da comunicação.

A escola não pode desconsiderar ou negar a presença das mídias no cotidiano dos alunos. As novas
tecnologias fazem parte do mundo da escola, do educando e do educador. Todos vivem e convivem numa
sociedade movida pela informação. O rádio, como as outras mídias eletrônicas, é mais dinâmico, atraente,
sedutor e rápido do que a dinâmica escolar.

Hoje, o professor precisa conhecer outras linguagens, e o educando, saber ler e produzir textos
sonoros, imagéticos, escritos e hipertextos. A leitura e a produção desses textos conduz o aluno à compreensão das linguagens jornalística, radiofônica, televisiva e do computador (radiojornal, telejornal, jornal impresso e jornal “on line”), levando-o a distinguir e compreender o discurso simbólico. Segundo Nidelcoff (1991), um outro ver, compreender e interpretar a sociedade globalizada.

A autora também destaca, experiências com rádio nas instituições educacionais de alguns estados brasileiros, mostrando como a escola pode utilizar a rádio na sua prática pedagógica.

     Autora do artigo publicado: ZENEIDA ALVES DE ASSUMPÇÃO

Para saber mais acesse http://www.unitau.br/scripts/prppg/humanas/download/aradioescola

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Uma Centopéia muito Especial




Era uma vez uma centopéia chamada Zilá que sendo muito linda e especial, vivia com sua família em uma cidadezinha bem pequena e simpática as margens de um límpido ribeirão.

Apesar de ter todo amor e carinho de seus pais e os cinqüenta irmãos, Zilá sentia que algo lhe faltava na vida, pois todos os dias ficava sentada a janela de  seu quarto e observava  todos as crianças da vizinhança   indo felizes e sorridentes para escola local.

Zilá olhava encantada a bela cena que se descortinava bem a sua frente, todas as amigas com seus uniformes engomados, sapatos brilhantes e laços fita nos cabelos e carregando bolsas ou mochilas.

Um dia Zila foi até o quarto de sua irmã Caca quando ela estava se arrumando para ir a escola e foi lá que viu pela primeira vez todos aqueles tesouros que a irmã chamou de material ditático, eram livros cadernos, lápis e borracha  Aquela imagem não abandonou seu  pensamento até o dia seguinte quando Zilá resolveu falar com a mãe sobre isso;

_Mamãe porque não posso ir à escola junto com meus irmãos e irmãs?

A mãe ficou toda confusa e  constrangida com a forma direta da filha falar, mais resolveu não se esquivar da pergunta como sempre fizera até aquele momento e disse:

_Sabe minha filha, mamãe já tentou te matricular na escola algumas vezes porem nunca consegui, zilá quis saber o porquê e sua mãe continuou dizendo: _ Filha, por causa da sua perninha curta a diretora da escola e as professoras acham que não será possível seu acesso ao interior da escola e sem uma locomoção adequada será praticamente impossível que você, minha filha, consiga acompanhar as demais crianças.

Zilá, andou de um lado a outro, pensou e pensou avaliando palavra por palavra que a mãe te dissera. Quando finalmente falou foi o seguinte;

_Mamãe quanto tempo tem que a senhora foi pela ultima vez na escola?

_ Dois anos  _  respondeu a mãe  ainda sem entender

_Dois anos? Repetiu Zila de olhos arregalados _ Mais isto é maravilhoso! _ falou Zila que sorria de orelha a orelha.

Vendo sua  mãe mais confusa ainda Zilá resolveu explicar:

_Mamãe outro dia eu vi na Televisão uma noticia onde dizia que todas as pessoas têm direito ao acesso uma Educação de qualidade e isso inclui as crianças que são especiais como eu!!!

E Zilá continuou falando animada: _ Mamãe vem comigo, vamos juntas à escola agora mesmo, pois eu tenho certeza que hoje eu vou conseguir uma vaga para eu realizar meu sonho estudar em uma escola de verdade.

Zilá e a sua mamãe se vestiram com suas melhores roupas e saíram rumo à escola.  Lá chegando, Zilá e sua mãe perceberam que algo de diferente realmente acontera naquele lugar á começar pela estrutura física externa do prédio.

Uma larga rampa com corrimão de ferro dava acesso a todos os andares da escola.  Mãe e filha se puseram rampa acima e ao entrarem na escola logo foram atendidas por uma simpática senhora de conjunto azul que disse:

_ Boa tarde – E sorrindo completou _ Posso ajudá-las em alguma coisa?

_ Na verdade pode _ disse a mãe de Zilá _ Eu gostaria muito de matricular minha filha Zilá nesta escola.

A diretora da escola indicou a secretaria para que a mãe fosse matricular sua filha, o que a mãe fez sem demora.  Momentos depois Zilá e sua mãe saem da secretaria com a carterinha de estudante  nas mãos.

Zilá não cabia em si de tanta felicidade, ah que dia mais feliz! Zilá ia pra lá, vinha pra cá, girando e girando em sua cadeirinha de rodas, dançando alegria.

Dia Seguinte e Zilá acordou mais cedo que todos os seus irmaos e irmãs, tomou banho e se arrumou lindamente para  ir a escola.  

Foi recebida pela professora da sala que a apresentou aos novos amigos dizendo:

_Crianças esta é a nova coleguinha de vocês, o nome dela é Zilá, vamos Dar as boas vindas à Zila?

_Sim, responderam em coro e completaram sorrindo_ Bem vinda amiga Zila.

Algumas das crianças correram até Zila a abraçando enquanto a professora continuava.

_Hoje nos vamos começar a falar sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vamos conhecer este documento e refletir sobre ele, crianças prestem atenção! Quem já ouviu falar em Constituição Federal? 

Silencio na sala de aula e a professora continuou_ Crianças é muito importante que  todo cidadão saiba de seus direitos e deveres e será nestes documentos que todos nos podemos ter acesso a isso.

_Professora  o que é direito? Perguntou Mauro
_Professora eu não sei o que é um cidadão -  disse Ritinha
Veio uma voz do fundo da sala _ Professora eu sou criança ou adolescente?

Gargalhadas geral e Zilá assistia e participava da aula e era puro encantamento, seus olhinhos bem arregalados voavam rápidos pousando aqui e ali semelhantes ao primeiro vôo de uma borboleta enquanto ela descobria quer  era uma cidadã que lutara por seus direitos garantidos na forma da Lei.

Zila descobriu que na Constituição da Republica Federativa do Brasil, Art.205. diz, A educação, direito de todos e dever do estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno   desenvolvimento da pessoa o seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação  para o trabalho.

E você? Também já conhece seus direitos?

Autora:Ruth Campos da Silva Feitosa
Desenho de Paint de: Marcela Andressa Campos Feitosa - 12 anos 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

A Galinha Pintadinha 2 (mestre andre)

Os Softwares Educacionais na escola

Entendendo a educação como um processo que se da na interação com o mundo e com as relações que se que se instituem cotidianamente, temos então escola-professor-aluno como sujeitos neste panorama.  Com o avanço tecnológico e o surgimento da então chamada Era da informação emerge também algumas questões sobre qual seria o papel do computador e o papel do professor na escola, seria o computador o professor do futuro, como usar os softwares de simulação educativos, de que forma avaliar um software em si sem ter conhecimento técnico para tal proposta e finalmente saber de que em que medida a inserção de um software educativo no planejamento de uma aula traz benefícios significativos para a apreensão do conhecimento presente no conteúdo a que se pretende explorar.

Este estudo tem como objetivo buscar entender o que são softwares educativos e em suas complexidades explorar alguns aspectos básicos como   conceito, aplicabilidade e avaliação destes  softwares que são produzidos no intuído de serem educativos.  



Perguntas a serem feitas quanto aos objetivos

- O processo didático parte da realidade percebida em sua relação com as expectativas e objetivos?

- A escolha de procedimentos e recursos é decorrente da análise dos objetivos e do público que deve aprender?

- Aprendizagem é o foco central?

- Os recursos favorecem a ação-mediação do professor?

 


Perguntas a serem feitas quanto a aprendizagem

- O software agrega valor à capacidade de aprender e de perguntar?

- Possibilita simulações e interações?

- Contribui para a análise e teste de hipóteses?

- Apresenta indicadores para auto-avaliação?

- Proporciona atividade independente?

 


Conhecendo alguns conceitos e definições sobre Softwares Educacionais:


  • Tutoriais: Possibilitam acesso ao conteúdo didático por meio de ícones, ao dar uma informação ao aluno o programa também faz perguntar a ele a fim de verificar a sua compreensão sobre a temática proposta e com isso tenta garantir a não passividade do aluno ao reagir as perguntas e resposta a medida que estas são apresentadas.

  • Exercício ou prática: Estes programas são para exercitar conteúdos previamente dados ao aluno pelo professor, neste tipo de software as respostas tem a possibilidade de serem corrigidas simultaneamente e também armazena dados em seu banco para consultas posteriores.

  • Demonstração: com baixo nível de interatividade este programa em geral só permite ao aluno apenas vislumbrar na tela o resultado com as hipóteses solicitadas apresentadas por meio de recursos gráficos com som e cores conteúdos como os de química, física e conceitos matemáticos sem, no entanto, permitir a interferência do aluno.

  • Simulação: Estes softwares apresentam em suas telas, gráficos e imagens animadas, estes gráficos são bastante úteis quando não se tem a possibilidade de experiência com a situação real, em ambiente controlado como laboratórios o aluno pode, por exemplo, simular a implosão de um edifício, uma viagem à lua e ao entorno da terra e a construção de uma ponte sem os custos e os riscos que estas operações acarretariam alem de outras questões como a quase total improbabilidade de se realizar feitos como estes em situação real, com isto o software simulação permite o aprimoramento do raciocínio lógico, matemático e a capacidade de resposta frente a situações problemas. 
 
  • Jogos: Estes softwares podem por meio de regras previamente conhecidas pelo jogador aluno se chegar a um objetivo, geralmente os jogos são tem maior interatividade. Em jogos como o videogame pode-se trabalhar problemas com lateralidade, coordenação motora e reflexibilidade do aluno, jogos como xadrez ou gamão o aluno tem a oportunidade de interferir com raciocínio lógico-matemático e estratégico, já nos jogos de aventura o aluno se apropria de um espaço geográfico e histórico sendo ele mesmo protagonista de sua aprendizagem.

Avaliação quanto ao Aspecto Técnico:

Verificar o Manual do usuário que deve possuir instruções claras e facilmente executáveis quanto à instalação e desinstalação do produto, apresentando as funções e atividades que o software executa explicadas de forma simples e compreensível.

Analisar se os requisitos necessários de software e hardware são compatíveis com o computador a ser usado e com demais softwares instalados, se as funções disponíveis são suficientes para executar as tarefas pelas qual o produto se propõe e que são esperadas.  Observar também se o produto tem manutenção, suporte técnico e atualizações disponíveis e de fácil acesso.


Avaliação quanto ao aspecto pedagógico:

Especificar os objetivos que pretende alcançar quanto ao conteúdo utilizando o software como ferramenta (após sua avaliação, o professor deve então verificar se os objetivos podem ser alcançados e se estão em acordo com a proposta pedagógica da escola).

Verificar se o software possui projeto, plano de ensino ou proposta pedagógica e a adequação do software quanto ao conteúdo e se o mesmo é voltado para a realidade da criança e sua vida cotidiana.  Observar também se o software contempla o trabalho coletivo e a interação entre os alunos e professor-aluno e se expõe situações em que o aluno use a linguagem apropriada ao conteúdo, para expressar-se de forma clara e precisa assim como a valorização pessoal do aluno e do grupo.

Quanto a usabilidade é aconselhável que se verifique se a interface é compatível a faixa etária a qual o software se destina,  se existe uma versão do produto para ser utilizado em rede e se o preço é compatível com orçamento da escola.   Também deve-se verificar se o produto recolhe reclamações e ou sugestões tanto do professor quanto do aluno.

Especificamente sobre os softwares Jogos Educativos, Gladcheff (2001) diz que os educadores devem observar outros aspectos importantes:

Sobre a interatividade deve-se verificar se o jogo possui uma grande interatividade e se permite ao aluno explorar em detalhes o conteúdo proposto. Se o software é inteligente não subestimando a criança, possuindo dificuldades gradativas numa lógica interna, desafiadora e de fácil domínio pelo aluno.

Se o jogo aborda o conteúdo de forma profunda deixando claro ao aluno o tipo de conteúdo que ele esta explorando e se isto ocorre de forma natural e lúdica.

Verificar também se o jogo motiva o questionamento, estimulando a imaginação e a curiosidade da criança.

Em casos de erros é importante que o jogo de ao aluno um feedback  que seja  motivador e possibilite a  reflexão sobre o  erro e a correção dele permitindo que o aluno jogue com a máxima autonomia possível.

Gladcheff (2001) ainda diz que: “[...] a avaliação sistemática do software educacional pode ajudar na previsão de outras metodologias e desafios a serem incorporados em sala de aula com esta nova ferramenta”.

Para que se efetue uma boa avaliação é necessário que o professor tenha o cuidado de fazer uma pesquisa previa considerando todos os aspectos do software com o qual ele pretende desenvolver o conteúdo em dialogo com os alunos em questão, decidindo conjuntamente sobre o software e como se dará a sua utilização para depois fazer o planejamento da aula propriamente dita com a definição de conteúdos, metodologias e objetivos.

Em meio a tantas possibilidades do uso do computador e dos softwares educativos surge a necessidade premente de uma capacitação básica do professor quanto a analise e avaliação destes softwares assim como algum conhecimento sobre as novas tecnologias emergidas no mundo contemporâneo e assim programar e planejar suas aulas de forma que os softwares possam contribuir com o processo de ensino e aprendizagem do aluno, oportunizado a ele maior interatividade, possibilidade de erros e acertos. 

Também se faz necessário uma avaliação dos softwares educativos como mais uma ferramenta de uso pedagógico, observando seu potencial didático e limitações e ir alem deste conceito envolvendo o aluno processo de escolha do software e definições quanto às regras, formas de uso e expectativas quanto a introdução do software na aula, ou seja, desta forma pretende-se dividir o com o aluno o conhecimento adquirido em todas as interfaces do processo que transitará nas diversas áreas inclusive tecnológica e desta forma criando uma identificação do aluno com o projeto, propiciando um sentimento de  construção coletiva, o que a meu ver torna o empenho e desempenho do aluno muito mais enfático e este fato somado a interferência e mediação positiva  do professor  favorece em muito as relações de troca e criação de um ambiente de as múltiplas aprendizagens acontece.       

Referencias:







Desenho de Marcela A.C.Feitosa no paint

Software livre na educação

sábado, 9 de outubro de 2010

O que é virtual?


- Entro apressada e com muita fome na confeitaria. Escolho uma mesa bem afastada do movimento, pois quero aproveitar a folga para comer e passar um e-mail urgente para meu editor. 
Peço uma porção de fritas, um sanduíche de rosbife e um suco de laranja. 
Abro o lap-top. Levo um susto com aquela voz baixinha atrás de mim. 
- Tia, dá um trocado? 
- Não tenho, menino. 
- Só uma moedinha para comprar um pão. 
- Está bem, compro um para você. 

- Minha caixa de entrada está lotada de e-mails. Fico distraída vendo as poesias, as formatações lindas. Ah! Essa música me leva a Londres.
- Tia, pede para colocar margarina e queijo também. 
Percebo que o menino tinha ficado ali. 
- Ok. Vou pedir, mas depois me deixa trabalhar, estou ocupadíssima. 
Chega minha refeição e junto com ela meu constrangimento. 
Faço o pedido do guri, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir "a luta ". 
Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer. 
Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pedido do menino. 

- Tia, você tem Internet? 
- Tenho sim, essencial ao mundo de hoje. 
- O que é Internet? 
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar. Tem de tudo no um mundo virtual.

- E o que é virtual? 
Resolvo dar uma explicação simplificada, na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha deliciosa refeição, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que ele fosse.
- Legal isso. Adoro! 
- Menino, você entendeu que é virtual? 
- Sim, também vivo neste mundo virtual. 
- Nossa! Você tem computador? 
- Não, mas meu mundo também é desse jeito ....Virtual. 

- Minha mãe trabalha, fica o dia todo fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que chora de fome e eu dou água para ele imaginar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, ceia de natal e eu indo ao colégio para virar médico um dia. Isso é virtual não é tia???
- Fechei meu lap top, não antes que lágrimas caíssem sobre o teclado. Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e não percebemos!!!
OBS: que esta pergunta sirva para uma profunda reflexão em nossas vidas. 
FAÇA A SUA PARTE. NÃO VIVA UM MUNDO VIRTUAL MAS SIM NUM MUNDO NATURAL EM QUE VOCÊ SÓ É O PARTICIPANTE QUE FAZ A DIFERENÇA.
QUE DEUS TE ABENÇOE 
(Rosa Pena)

Enviado por: Sonia 
Suas palavras são importantes - Envie sua história - ou dê um significado para uma palavra.

http://www.viaki.com/home/pensamentos/virtual.php

Booktrailer O Tubarão na Banheira


A Literatura Infantil é sempre deliciosa de se ouvir e maravilhosa para quem gosta de contar,

estes agora chamados contadores de histórias são antes de tudo mais um personagem a povoar o imaginário do infantil. Quem nunca começou a contar uma historia com inicio, meio e fim e quando se deu conta alguma criança já a havia subvertido rompendo a ordem dos fatos, impondo novas cenas e verdades? É por isso e tão somente por isso que a nosso ver o educador passa de contador de história para se tornar Inventadeiro de histórias.

Recorro às palavras de Walter O. Kohan na tentativa de traduzir os sentimentos que nos moveram para a escolha deste tema:

“Estamos acostumados pensar a verdade do lado da ciência, da demonstração da prova, da regra, da lei, do estatuto, da argumentação, da aquiescência, da conformidade, da proposição, da concordância entre o discurso e a realidade. Aqui, ao contrario, a invenção é a produtora e condição de possibilidade da verdade. Significa então que não há nada verdadeiro que não seja inventado ou que só pode existir a verdade quando há invenção. O que não significa que toda invenção seja verdadeira, mas significa diferentemente, que sem invenção não há verdade. A invenção – e não outra coisa – é condição da verdade”

Walter O. Kohan (org.)2004

Entendendo Aqui, não uma sentença em um texto mais um “lugar-espaço-tempo”, de se viver a infância sendo inventadeiros da nossa própria história e de todas mais que forem inventadas e assim buscar um entendimento um pouco maior do universo infantil e as demandas por ele suscitadas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Apresentação


A criação deste blog deu-se a partir das prospostas apresentadas pela Profª Daisa Teixeira ao ministrar a disciplina TIC-Tecnologias da Informação e Comunicação com objetivo de abrilhantar e tornar significativas as discussões a cerca da temática "O uso das tecnologias como ferramentas de apoio ao processo de ensino-aprendizagem  em ambiente virtual".

Como graduandas do curso de pedagogia da Universidade Federal do Espirito Santo-UFES e alunas da professora Daisa consideramos bastante pertinente a  elaboração e criação deste blog que se propõe, antes de ser um mero cumprimento de um quesito para obtenção de notas, um intrumento vivo e eficaz para alimentar as discussoes e as trocas de experiências sobre a Inventação e Contação de Histórias na Educação Infantil.