sexta-feira, 22 de outubro de 2010

MÚLTIPLAS LINGUAGENS DE MENINOS MENINAS NO COTIDIANO DA ED.INFANTIL

Márcia Gobbi1mgobbi@
usp.br
Desde que nascem as crianças estão mergulhadas em contextos sociais diversos que lhes
apresentam aromas, sons, cores, formas, texturas, gestos, choros e variadas
manifestações culturais e expressivas que, em profusão, anunciam o mundo.
Sabe-se que a infância é uma construção social e histórica. Neste período da
vida, meninos e meninas são considerados sujeitos históricos e de direitos, o que
constitui formas de estar no mundo manifestas nas relações e práticas diárias por elas
fazem parte diversos, quee neste ato certa seus direitos.
vivenciadas, experimentando a cada instante suas brincadeiras, invenções, fantasias,
desejos que lhes permitem construir sentidos e culturas das quais
permitindo-nos afirmar que são ativos, capazes, com saberes se
manifestam com riqueza demonstrando suas capacidades de compreender e expressar o
mundo.
Crianças brincam individual ou coletivamente experimentam e
descobrem a vida que pulsa em diferentes ritmos a partir das linguagens com as quais
aprendem a relacionar-se com os outros: trata-se da extraordinária capacidade em
provar a vida de modo intenso, com tudo o que isso envolve, tais como, confrontos,
tristezas, alegrias, amizades, tensões. Capazes que as crianças são de materializar suas
idéias, ainda que tantas vezes incompreensíveis aos adultos, os pequenos exibem amplo
interesse sobre todas as coisas, estendendo um amplo espectro que vai das questões
sobre a natureza humana àquelas voltadas para demais aspectos da vida. As idéias das
crianças, quando ouvidas, nos mostram que “um mais um pode ser muito mais que
dois”, como ensinam alguns artistas ou mesmo que é possível formular conhecimentos e
saberes muito além das linguagens verbais ou escritas. Essas crianças altamente capazes
e desejosas de expressar-se utilizam diferentes linguagens, contudo, não são raras as
ocasiões em que encontram resistência às suas manifestações expressivas
(desenhos, pinturas, esculturas, dança), nem sempre compreendidas pelas instituições
pré-escolares ou creches que freqüentam. O espaço da padronização nem sempre
reconhece como direito as expressões das crianças. Afinal, como trabalhar objetivando
garantir as criações de meninos e meninas? Como contrapor-se aos espaços cerceadores
das capacidades criativas das crianças? Como incentivá-las a explorar os ambientes e
expressarem-se com palavras, gestos, danças, desenhos, teatro, música, sem recriminar
os choros e o aparente excesso de movimentos? Há nisso um grande desafio a ser
enfrentado quando se quer construir uma educação infantil de qualidade e que respeite
Sabemos que as crianças expressam-se utilizando várias linguagens, com as
quais constroem a si mesmas e as culturas nas quais estão inseridas levando-as ao
encontro entre palavras, choros, sons, movimentos, traçados, pinturas, todos imbricados
em ricas manifestações, mas que, por vezes, encontra-se enfraquecida no cotidiano
infantil devido à ausência de propostas, que mesmo simples, procurem garantir
processos de criação em que os questionamentos, a busca criativa por diferentes
materiais, o respeito pelo trabalho individual e coletivo, estejam presentes. Cabe aos
adultos, junto com seus pares e as crianças, criarem espaços no cotidiano de creches e
pré-escolas em que as manifestações infantis estejam presentes sendo compreendidas

Leia o artigo  na  íntegra , acesse em  http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=15860&Itemid=1096

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